domingo, 4 de março de 2018

A beleza da quaresmeira!

A quaresmeira (Tibouchina granulosa) é uma árvore brasileira pioneira, da Mata Atlântica, principalmente da floresta ombrófila densa da encosta atlântica.

Seu nome popular é devido à cor das flores e época de floração: entre os meses de janeiro e abril (período da quaresma), e também em junho-agosto. Além da variedade com flores roxas há a de flores rosadas (variedade Kathleen).

Ocorrência:

Na Mata Atlântica da Bahia e do sudeste do Brasil, principalmente em matas secundárias.[1]

Características:


O nome popular Quaresmeira vem do florescimento no período da quaresma. Os frutos são secos em forma de taça, marrom, deiscente, com aproximadamente 1 cm de diâmetro, que ocorrem de abril a maio e de outubro a novembro. Apresentam grande número de pequenas sementes, que são dispersadas pelo vento. Seu porte geralmente é pequeno a médio, podendo atingir de 8 a 12 metros de altura. O tronco pode ser simples ou múltiplo, com diâmetro de 30 a 40 cm. A quaresmeira tem um período de vida de 60 a 70 anos.


As folhas são simples, elípticas, pubescentes, coriáceas, com nervuras longitudinais bem marcadas e margens inteiras. A floração ocorre duas vezes por ano, de fevereiro a abril e de agosto a outubro, despontando abundantes flores pentâmeras, simples, com até 5 cm de diâmetro, com estames longos e corola arroxeada, sendo que na variedade Kathleen estas se apresentam róseas. Mesmo quando não está em flor, a quaresmeira é ornamental. Sua copa é de cor verde escura, com formato arredondado, e sua folhagem pode ser perene ou semi-decídua, dependendo da variação natural da espécie e do clima em que se encontra. Por suas qualidades, ela é uma das principais árvores utilizadas na arborização urbana no Brasil, podendo ornamentar calçadas, avenidas, praças, parques e jardins em geral. Seu único inconveniente é a relativa fragilidade dos ramos, que podem se quebrar com ventos fortes, provocando acidentes. Com podas de formação e controle, pode-se estimular seu adensamento e mantê-la com porte arbustivo.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio ou transplante. Apesar de preferir esses cuidados, a quaresmeira é uma árvore pioneira, rústica e simples de cultivar, vegetando mesmo em solos pobres. Originária da mata atlântica, esta espécie aprecia o clima tropical e subtropical, tolerando bem o frio moderado. Multiplica-se por sementes, com baixa taxa de germinação, e por estaquia de ramos semi-lenhosos. Sua madeira apesar de ser de qualidade inferior é indicada para a construção de vigas, caibros, obra internas, postes, esteios e moirões para lugares secos.

Fontes:

Lorenzi, Harri: Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86174-16-X

Instituto de Botânica de São Paulo


http://www.cuidar.com.br/quaresmeira


Artigo obtido na Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Tibouchina_granulosa)

Fotos tiradas por Hugo Cesar Amaral, nos Bairros Santa Mônica e Finotti, em Uberlândia.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A beleza do Ypê-branco!



Fotos tiradas por André Luiz Mendonça, em 07/10/2017, em uma ilha na represa de Capim Branco II, entre Uberlândia/MG e Araguari/MG.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Estiagem em Uberlândia - Uso racional da água

A estiagem deste ano na cidade está
mais prolongada que o previsto



Para não correr o risco de faltar água, economize! Seja consciente,
consuma apenas o necessário. Viu algum vazamento de água na rua?
Ligue para o Dmae! 0800 940 7272

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Chegamos a 132 mil visitas!

Este modesto blog atingiu ontem a marca de 132.000 visitas!



Agradecemos a todos os visitantes e seguidores!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Campanha da Fraternidade 2017 - "Biomas brasileiros e defesa da vida”, tendo como lema “Cultivar e guardar a Criação"




O terma da campanha da fraternidade terá conteúdo ambiental em 2017.

Abaixo, algumas informações, obtidas no site: http://www.itf.org.br/tema-e-lema-da-campanha-da-fraternidade-2017.html

"Foi definido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) o tema e o lema da Campanha da Fraternidade 2017. A CF 2017 deste ano será sobre: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, tendo como lema “Cultivar e guardar a Criação”.

Você sabe o que é a Campanha da Fraternidade 2017? Ainda não? Bom, a Campanha da Fraternidade 2017 – CF 2017, é realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil. A CF 2017 nada mais é do que uma campanha que envolve a comunidade com diversas ações pastorais em todas as regiões do Brasil.

A Campanha da Fraternidade é marcada pelo empenho de todos em favor da solidariedade e fraternidade, sempre abordando temas atuais, que a cada ano propõe uma transformação social e comunitária, seja ela em desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos, onde toda a população envolvida na Campanha da Fraternidade é convidada a ver, julgar e agir.

Muitas pessoas se perguntam, “Mas quando a Campanha da Fraternidade começa?”. A Campanha da Fraternidade sempre começa na quarta-feira de cinzas e acontece durante o ano todo! Muitas pessoas acham que ela termina depois da Páscoa, mas não, como dissemos, ela dura até o fim do ano, junto com o Ano Litúrgico, onde são desenvolvidas diversas atividades pastorais.

Podemos citar alguns exemplos de como a Campanha da Fraternidade 2017 é trabalhada, debatida e refletida com a comunidade, são eles: Cartazes, desenhos, músicas, texto-base, textos voltados para cada pastoral, vídeos e muito mais!"

Limpeza de córregos em Uberlândia/MG

A administração pública de Uberlândia realizou, na semana passada, ações relativas à limpeza de importantes córregos localizados na área urbana de Uberlândia/MG.

Vejamos a notícia publicada no portal da Prefeitura:

"Córrego do Carvão começa a ser limpo nesta sexta-feira (17)


Assim como no córrego Liso, troncos e galhos de árvores que estão obstruindo passagem da água serão retirados


Em uma ação conjunta, as secretarias de Obras e Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanístico finalizam nesta sexta-feira (17/03/2017) a limpeza do Córrego Liso, no bairro Residencial Gramado, zona Norte de Uberlândia. A ação conta ainda com a parceria do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Uberlândia (Dmae) e prevê a retirada de entulho e galhos de árvores que estão dificultando a passagem da água. No mesmo dia, as equipes começam a limpar a passagem do Córrego do Carvão sob a rua Rebelião Praieiras, no bairro Santa Rosa, também zona Norte da cidade.
O objetivo é desobstruir a as manilhas da rede pluvial e fazer a limpeza da área. O Córrego do Carvão está com troncos de árvores em suas águas, situação agravada pelo lixo jogado nas ruas e que acaba indo para a rede pluvial. Além desse procedimento, na próxima semana, as equipes da prefeitura devem solucionar uma erosão na rua Rebelião Praieiras.
“As redes pluviais são de extrema importância para o sistema hídrico. Então, além de mantermos nosso córrego limpo, esse trabalho conjunto é importante para que a nossa rede de drenagem pluvial seja mais eficiente”, afirmou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanístico, Dorovaldo Rodrigues Júnior.
A equipe responsável já começou o monitoramento de outros córregos, que serão limpos conforme necessidade. “A limpeza evita enchentes nos dias de maior precipitação e também o acúmulo de lixo, que pode atrair animais peçonhentos”, explica Paulo Euclides, diretor de Drenagem Pluvial do Dmae."
Fonte: http://www.uberlandia.mg.gov.br/2014/noticia/12857/corrego_do_carvao_comeca_a_ser_limpo_nesta_sexta_feira__17_.html. Publicado no portal em: 16/03/2017 18:32:05

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Ipê amarelo

crédito da fotografia: André Luiz Mendonça.

O ipê é uma árvore do gênero Tabebuia (antes Tecoma), pertencente à família das bignoniáceas, podendo ser encontrada em seu estado nativo por todo o Brasil. Há muitos séculos, o ipê - também chamado de pau-d’arco, no Norte - vem sendo apreciado tanto pela excelente qualidade de sua madeira, quanto por seus efeitos ornamentais, decorativos, e até medicinais.

A árvore do ipê é alta, bem copada e, no período da floração, apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas. Estas dão lugar às flores - amarelas-ouro, brancas ou roxas – que estampam belas manchas coloridas nas paisagens do País. O ipê floresce de julho a setembro e frutifica em setembro e outubro. Sua madeira é bela, de cor castanho-oliva ou castanho-avermelhada, e com veios resinosos mais escuros. Após o período da floração, aparecem as folhas digitadas, com 5 a 7 folíolos. No inverno, porém, a árvore se apresenta totalmente despida de folhas e flores.

A madeira do ipê é muito valorizada. Por sua resistência, dureza e flexibilidade sempre foi considerada uma madeira-de-lei. Uma outra vantagem que ela possui é a de agüentar bastante a umidade. Desse modo, a sua madeira é utilizada em construções civis e navais (produção de quilhas), em edificação de pontes, na confecção de postes e dormentes, de tacos de assoalho, vigamentos, esteios, bengalas, entre tantos outros. O ipê também é plantado em parques e jardins, servindo para a arborização urbana.

As diversas variedades de ipê recebem os respectivos nomes de acordo com as cores de suas flores ou madeira. Vale ressaltar que, de uma maneira geral, as bigoniáceas são distribuídas por 120 gêneros, com cerca de 800 espécies. As que mais se destacam, porém, são as seguintes:

ipê-amarelo ou ipê comum (tecoma longiflora) – pode atingir 25 metros de altura, sendo bastante encontrado em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Goiás; 
ipê-branco ou ipê-mandioca (tecoma Alba) – é encontrado nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná;
ipê-tabaco (tecoma insignis) – a árvore é mais baixa que as demais, porém apresenta uma ramagem abundante;
ipê-contra-a-sarna (tecoma impetiginosa);
ipê-roxo ou ipê-rosa (tecoma heptaphylla) – é encontrado desde o Piauí até Minas Gerais, São Paulo e Goiás;
ipê-do-brejo (tecoma umbellata) – é mais comum nos alagados e mangues dos rios de Minas Gerais e São Paulo.

A casca, a entrecasca e a folha do ipê possuem propriedades medicinais, sendo utilizadas no tratamento de amidalites, estomatites, infecções renais, dermatites, varizes e certas doenças dos olhos. Elas são consideradas também como antidiarréicas, antiinflamatórias, antiinfecciosas, antitumorais, febrífugas e cicatrizantes.

No entanto, nem todos sabem que, dentre o grande universo de plantas nativas do país, o ipê sempre foi considerado a árvore nacional brasileira. No dia 7 de dezembro de 1978, porém, a lei nº 6507 veio declarar que o pau-brasil (caesalpinia echinata) seria a Árvore Nacional e, a flor do ipê, a flor do símbolo nacional. Ela estabeleceu também, além disso, que o dia 3 de maio seria, dali por diante, o Dia do Pau-Brasil.

Texto de Semira Adler Vainsencher

Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco

Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=668&Itemid=188